Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Uma simples viagem de carro AO INFERNO!
Cada vez que saio com os meus sogros numa viagem em que vou a conduzir, chego ao fim da viagem, com as narinas amarelas da mostarda que me subiu a cabeça. A estupidez é tanta que passa pelos bancos de trás que tenho vontade de mandar o carro contra um pinheiro a ver se eles se calam. O ritual de entrada que por si só costuma ser simples torna-se uma vedadeira aventura desde o primeiro minuto ate ao último e todas as viagens são deveras frustrantes, pois a minha mulher olha de lado para mim e jura que vê o fumo a sair pelos meus poros que ja nao tem cabelo, entao pareço uma chaleira condutora. O pessoal da frente entra sem problemas e o filhote tem a sua cadeira de principe atrás a um canto. Os meus sogros sao pessoa magras, mas o que costuma ser um carro grande, torna-se pequeno face a estes dois cromos. Ele entra e ela pede espaço para entrar senão vai com uma perna de fora.... incrivel, visto que tenho um carro do tamanho dum Mercedes. E começa a retorquir se ela o esta a chamar de gordo. Ela diz que não, mas que precisa de entrar. A porta fecha-se e ela começa logo.... “o cinto.... o cinto” gera-se então uma verdadeira trapalhada que costuma durar 5 minutos, Conseguem trocar os cintos e ficar todos embaralhados tipo um novelo de lã. Após isso, pergunto o caminho que devo seguir para o destino enquanto passam mais 5 minutos a mandar vir um com o outro por causa dos cintos e do espaço ocupado por cada um na viatura e quando estamos a passar pelo cruzamento oiço uma frase a dizer “Era aqui!” ERA AQUI????? E LEMBRA-SE A MEIO DO CRUZAMENTO ???? De seguida ve-se a ginástica dos condutores portugueses, jogar com os espelhos, pisca, reduzir mudança, guinar o volante e sentir um arrepio da adrenalina que me percorre o cérebro junto com a testosterona, dando algo parecido com a mostarda. Mudo de cor e digo para mim mesmo que vou deixar de andar a 40km/h e passar para os 20km/h, pois sera mais seguro com eles dentro do carro. Olho para o lado e vejo um caracol a ultrapassar-me e penso que vou a uma velocidade vertiginosa. Uma rapariga a passear o seu cão também me ultrapassa... que raios... estou numa corrida competitiva com um caracol, um cão e o seu dono. O nosso jovem passageiro pede água e o avô que vai ao lado pede a água e dizemos que esta num saco entre eles. Entre o chegarem ao saco abrirem o mesmo e sacarem a garrafa, a aventura adensa-se, um deles aperta a garrafa e esguicha agua, começam a discutir um com o outro por causa da água e esquecem-se de que a pediu. Nessa altura, pode-se dizer que estou roxo de raiva.... quem começo a torturar primeiro? Qual deles fica a respirar com a boca no escape e qual o que vai preso a bola de reboque enquanto irei a conduzir??? Essa é a eterna pergunta que faço cada vez que lhes dou boleia para algum lado.


publicado por Aires às 15:16
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