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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Casa de ciganos
Esta situação é das mais curriqueiras na nossa bela e calma casa. O chamado lar, perde todo o conceito, quando a sogra acorda sempre (ou 99% das vezes) com os pés de fora. A casa é habitada por 5 pessoas. O terrorista de 2 anos, o nosso filho, está incluido nesta contagem. Ora eu só chego sempre perto das 9 e meia da noite para a janta e a minha mulher, chega 3 dias por semana por volta das 7 da noite e 2 dias por semana por volta das 11h da noite em virtude dum curso que está a tirar. Para quem quer saber, o curso que está a tirar é para tomar conta de putos, no entanto é uma excelente mãe. Ora para a nossa sogra que está o dia todo em casa, supostamente, devia-se ter um horário certo para jantar, situação que apesar de relativa, até que concordo. Mas ela que está o dia todo em casa, devia poder fazer a comida para ela, para o marido e para o pequeno de 2 anos, sem se preocupar com o casal que chega sempre num horário mais tardio. Infelizmente, uns dias prefere esperar por nós, dando a comida tarde ao nosso filhote e outros dias espera ter o movimento da nossa parte na cozinha, para ir para lá. O resultado é que quando estamos todos na cozinha, parece que estamos na entrada para uma estreia dum filme em que temos uma fila de 2 quilómetros e o filme vai começar dentro de 30 segundos. Na cozinha quase que se passa o mesmo, basta imaginar o pitoresco quadro de um puto aos berros, uma televisão acesa e um sistema de senhas para se ir ao frigorifico ou ao fogão ou ao lava loiça. Resultado, a sogra entra em stress, começa a falar em aramaico, dispara bocas para todo o lado, o puto continua aos berros porque quer é brincar e sair da cadeira, o marido dela é atingido pelas bocas e começa a barafustar, como ruido de fundo, ainda temos a televisão a passar um concurso qualquer e por fim no meio desta barafunda, temos o jovem casal a olhar um para o outro (eu e a minha mulher), com um sorriso amarelo e a pensar que acabámos de entrar num episódio da quinta dimensão. Nisto, salta a tampa à sogra e sai a gritar que isto é uma casa de ciganos (sem ofensa a algum cigano que esteja a ler isto), porque para ela deviam existir horários para comer, quando na realidade ao passar o dia todo em casa, deveria ser ela a escalar os horários de alimentação dela e do marido, não se devendo de modo algum preocupar com as nossas chegadas tardias, que estão programadas. No fundo se puderem, comam fora de casa.... assim escusam de ter que tirar senhas e esperar na fila, para chegar ao fogão ou frigorifico.
publicado por Aires às 15:33
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